fight like a girl

Oi gentes! <3 Tudo bem com vocês?

Hoje eu vim contar pra vocês um pouco sobre como foi e está sendo lidar com o meu tratamento.

Eu não consigo me recordar a ordem do acontecimento das coisas, porque obviamente eu estava muito abalada com a situação. Mas me lembro do frio na barriga que senti quando soube que o tratamento convencional da Esclerose era de alto custo e por isso eu passaria a depender do Estado para custear a minha vida.

Essa informação foi especialmente dolorosa, já que eu sempre tive muito medo de qualquer tipo de dependência, seja ela emocional, financeira ou pessoal. Eu cresci e desde cedo me lembro de pensar nos meus objetivos pessoais, sempre frisando a independência. E quando nas minhas pesquisas eu me deparei com a minha mais nova realidade, eu tremi na base. Talvez seja esse o maior tapa na cara que eu pudesse ter levado da vida! Eu teria que engolir o meu orgulho e agradecer, com muita gratidão no peito, cada mês em que recebesse aquele tratamento.

Quando fui diagnosticada, estava as vésperas do meu Intercâmbio, como já contei pra vocês. Viajei dias após a pulsoterapia e por isso tentei não pensar nas burocracias necessárias a este processo. Deixei pra viver isso no retorno. Eu não fazia a menor ideia de onde eu deveria ir, quais documentos eram necessários e quanto tempo poderia levar.

Pois bem. De volta ao Brasil, 30 dias após, nova consulta com o neuro e saí de lá munida de tantos papeis que eu poderia facilmente me perder. Além daqueles dados pelo próprio médico, eu ainda deveria tirar xerox dos exames, laudos, comprovantes e receitas.

Confesso: eu não tive estabilidade emocional pra lidar com tudo isso. Contei com o Fernando, meu noivo, que como meu procurador, foi à Secretaria de Saúde munido de tudo e mais um pouco pra dar início à solicitação do meu mais novo companheiro: Interferon – Rebif – 44 mg.

Aí era só esperar, certo? Levar o documento lá era fácil. O difícil era es-pe-rar sua liberação. A partir desse dia foram mais de 70 aguardando porque a Comissão responsável pela avaliação da parte burocrática e exames dos pacientes diagnosticados em Minas Gerais havia sido “alterada” e ainda estava sem prazo de retorno. Imaginem só. Trocam as pessoas mas não as repõem. Brincam com as nossas vidas e nossa qualidade de vida! Não sabem que o TRATAMENTO ADEQUADO para Esclerose Múltipla é mais do que essencial.

Não teve jeito. Apesar de ter tudo a meu favor, tive que ingressar na Justiça pois o meu emocional começou a não colaborar com toda essa demora. O prazo dado pelo Estado era de no máximo 45 dias para liberação do tratamento. Eu estava maluca pra dar mais esse passo e viver o medicamento.

Apesar de ter feito Direito como graduação, não me sentia apta a advogar em causa própria nessa questão. Não iria conseguir. E foi aí que minhas amigas e companheiras de faculdade entraram na conversa e magnificamente resolveram a questão em menos de 15 dias. Nathalia e Luana, meu amor e gratidão eternos!

Eu costumo dizer que a cada mês que vou buscar o medicamento, eu tenho um teste cardíaco. Além da fila, ver todas aquelas pessoas portando suas bolsinhas para condicionar o medicamento e passar por aquela triagem, onde se tem uma lista ENORME de medicamentos faltantes, é a maior prova que meu coração encontra-se bem.

E foi depois disso que eu aprendi DE VERDADE o que era GRATIDÃO. E o que era MEDO também, não vou mentir.

Todo mês eu me emociono com aquela caixa em mãos. É meu ouro! Todo mês eu me sinto renovada, cheia de fé e grata pelo meu direito de viver com qualidade, ali nas minhas mãos.

A única coisa que não nos pode faltar, além de fé, é força para lutar. Todo dia é um novo dia, mas lutar, é essencial.

Amanhã é dia de buscar meu ouro! Torçam por mim! <3

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Primeiros passos no tratamento da Esclerose Múltipla.

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