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Eu lembro claramente do momento que eu estava fazendo prova e meu braço começou a queimar. Fui pra casa e fiquei quieta, afinal, o que poderia ser? 
No dia seguinte, na academia, fiquei chateada porque meu treino não rendeu nada. Já não sentia mais meu braço.  Cheguei a achar que  estava infartando. Quem não acharia?
O braço esquerdo todo dormente… O pior de tudo foi contar pras pessoas próximas de mim, e ninguém botar fé no que eu estava falando, até porque aquilo tudo era estranho demais né ?
Isso doeu. Eu sabia o que eu estava sentindo!
Daí em diante foi tudo uma correria e uma loucura na minha vida. Médicos que não sabiam o que eu tinha, médicos que me passaram remédios me dando a esperança do meu braço voltar, e pra minha decepção, ele só piorava. Fiz exames com urgência, porque haviam suspeitas de um tumor na cabeça. Depois que descartamos essa hipótese, fui internada pra ficar 2 dias e fiquei 2 semanas.No hospital, eu sofri de todas as formas possíveis.
Meu psicológico estava me matando, e minhas veias todas estouradas. Pessoas que já deveriam ter saído da minha vida faz tempo e estavam lá só pra piorar ainda mais aquilo tudo, sem respeitar meu momento de dor e agonia.
E o tempo que não passava ??? Eu não aguentava mais. Quando eu saí de lá, achava que estava tudo bem, mas 2 dias depois voltei na neurologista, supostamente, pra fazer revisão, e foi aí que recebi meu diagnóstico.
O pior de tudo: eu fui a ultima a saber. Doeu por muito tempo. Naquela época eu ainda não sabia se meu braço ia voltar, e eu tinha uma visão muito distorcida da doença.
Aos poucos eu fui aprendendo muita coisa dessa vida, fui amadurecendo, e amadureci na marra. Eu tive que lutar contra mim mesma pra me manter forte. O mais importante de tudo é que isso passou e me fez crescer como ser humano.
Hoje, eu sou feliz, mesmo tendo meu momentos de fraqueza eventualmente. Deus soube exatamente o que estava fazendo comigo. Era isso que Ele queria pra minha vida, por algum motivo que ainda vou descobrir.
Hoje, eu só agradeço a Ele por me manter viva, com minha doença controlada.
Por Perola Pessanha

 

Descobrindo a Esclerose Múltipla

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