A incidência da esclerose múltipla

A incidência da esclerose múltipla

Ao contrário do que muitos imaginam, a esclerose múltipla não é uma doença ligada à velhice. A esclerose múltipla acomete principalmente jovens adultos, entre 20 e 40 anos de idade.1 Há casos pediátricos, em que a esclerose múltipla é diagnosticada durante a infância, ou mesmo em uma faixa etária já avançada, mas sua incidência é predominantemente em jovens adultos.

Não existe uma causa clara ou única para o desenvolvimento da esclerose múltipla. A prática médica demonstra que esta é uma doença multifatorial, supostamente desencadeada por uma interação de fatores genéticos e ambientais. Por isso, a incidência da esclerose múltipla varia muito entre países e regiões. A falta de exposição ao sol na infância, por exemplo, é um fator que pode contribuir para o aparecimento da doença.2 Assim, países nórdicos – como a Suécia, chegam a apresentar 300 casos de esclerose múltipla a cada 100 mil habitantes. Já no Brasil, que é um país tropical com maior exposição solar, a esclerose múltipla afeta em média de 15 a 18 pessoas a cada 100 mil, chegando a 27 na região Sul do país.3

Caucasianos também têm chance maior de desenvolver a esclerose múltipla, assim como as mulheres.4 No Brasil, 30% dos pacientes com esclerose múltipla são negros.5 Enquanto a prevalência em mulheres chega a ser entre 2 ou 3 casos para cada homem.6,7

Atlas – Pessoas com esclerose múltipla pelo mundo
Fonte: Atlas da EM 2013. Multiple Sclerosis International Federation (MSIF). Disponível em: http://www.atlasofms.org/. Tradução Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).


Referências
1. European Multiple Sclerosis Platform. MS – Fact Sheet 2011. Disponível em: http://www.emsp.org/projects/ms-id/160-ms-barometer-2011. Último acesso em maio de 2012.
2. Site da National MS Society. Disponível em: http://www.nationalmssociety.org/What-is-MS/Who-Gets-MS. Último acesso em setembro de 2014.
3. Finkelsztejn A et al. The prevalence of multiple sclerosis in Santa Maria, Rio Grande do Sul, Brazil. Arq Neuropsiquiatr. 2014 Feb;72(2):104-6.
4. Who Gets MS? National Multiple Sclerosis Society. Disponível em http://www.nationalmssociety.org/What-is-MS/Who-Gets-MS. Último acesso em setembro de 2014.
5. OLIVEIRA, ENEDINA MARIA LOBATO DE et al . Esclerose múltipla: estudo clínico de 50 pacientes acompanhados no Ambulatório de Neurologia UNIFESP-EPM. Arq. Neuro-Psiquiatr. São Paulo v. 57, n. 1, Mar. 1999. Disponível em http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X1999000100010&lng=en&nrm=iso. Último acesso em setembro de 2014.
6. Lana-Peixoto MA, Lana-Peixoto MI. Is multiple sclerosis in Brazil and Asia alike? Arq Neuropsiquiatr 1992;50:419-425. [ Links ]
7. Lana-Peixoto MA, Lana-Peixoto MI. The risk of multiple sclerosis developing in patients with isolated idiopathic optic neuritis in Brazil. Arq Neuropsiquiatr 1991;49:377-383.

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